terça-feira, 27 de agosto de 2013

Este é o logotipo do Volks Clube do Ceará, com o qual temos o prazer de manter contato.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Amazonenses transformam Fusca 86 em carro elétrico.



Fusca 1986
          Três profissionais do Amazonas são responsáveis pela criação de um carro elétrico brasileiro. A equipe reaproveitou um antigo Fusca 86 e adaptou o automóvel com baterias de lítio.
O modelo batizado de “Eco Fusca” é resultado de um trabalho de um ano e meio do técnico em eletrônica, Alfredo Araújo, de seu filho Eduardo Mazzoni, formado em Tecnologia da Informação (T.I.), e do mecatrônico Alex Lopes.
O carro é movido pela energia de 45 baterias de lítio, tem autonomia de 200 km e pode chegar a 160 km por hora. Mazzoni, devido seu conhecimento em T.I., projetou um software onde é possível ter acesso a todos os dados do carro. "Neste software podemos analisar o desempenho e acompanhar a carga das baterias. Quando ele estiver perto de descarregar o programa avisa", disse ao G1.
Mesmo com tanta eficiência neste primeiro projeto, os três desenvolvedores não estão satisfeitos. Constantemente, eles buscam aperfeiçoar a tecnologia, inclusive, algumas ideias serão testadas em breve.
"Está em andamento um projeto que consiste em fazer o teto do carro todo de placas fotovoltaicas, que transformam a luz do sol em energia. Além disso, temos uma ideia para fazer as rodas do carro gerarem energia. Concluídas essas duas etapas, nem será mais necessária a recarga pela tomada", afirmou Araújo, o técnico em eletrônica.
Além do benefício ambiental, o modelo elétrico ainda representa uma economia no bolso. "De acordo com meus cálculos, com aproximadamente R$ 5 de energia elétrica ele faz 160km. Os carros comuns precisam de R$ 35 de gasolina para fazer os mesmos 160km, considerando 12km/litro e o preço de R$ 2,69 o litro", avalia Mazzoni.
Os gastos, tanto a curto, como em longo prazo, parecem realmente mais atrativos. Mazzoni calcula que usando o fusca ecológico em cinco anos o consumidor já economizaria R$ 20.000. "Em 26 anos seriam R$ 15.000 de energia para carregar o Eco Fusca, já o carro comum com 12km/litro, utilizaria R$ 115.440 de combustível, mais manutenção”, afirma.
O custo para adaptar o fusca também teve um orçamento razoável. "A adaptação do Fusca custou algo em torno de R$ 50 mil, e eu creio que para modelos mais atuais esse custo é de aproximadamente R$ 60 mil. Esse valor é alto, se você compara com os carros comuns vendidos no mercado, mas se você pensar bem, este é um carro que se paga sozinho, e este preço ainda é mais em conta que o dos carros híbridos vendidos no Brasil", disse.


 As baterias de lítio utilizadas são do mesmo modelo de telefones celulares, com dez anos de vida útil e podem ser recarregadas em qualquer tomada comum de 110V ou 220V.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como acabar com um fusca!


Meus amigos e seguidores deste blog. Já vi muitas modificações horríveis feitas em fusca. Mas esta que tive o desprazer de ver recentemente supera tudo que se pode dizer em termos de destruir a imagem
de um carro. Acho que tentaram fazer um Rollys-Royce. Mas o pior de tudo é o acabamento, da chaparia.
Acabamento realmente no sentido da palavra. Acabou mesmo! Se este fusca tivesse sentimento, e acho que
tem, com certeza estará com muita vergonha.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Olha o Brucutu




 Nos anos 1960 e início de 1970, um acessório virou febre entre os rebeldes da época. Muitos curtiam Roberto e Erasmo Carlos, Beatles, Elvis Presley, macacão Lee, calça boca de sino, costeleta e... Brucutu, nome dado a uma pequena capa cromada do bico do lavador de pára-brisa do Fusca, que, depois de roubada, era transformada em anel.
Ao que tudo indica, o termo “brucutu” foi inspirado no paradigma de um personagem de mesmo nome, figura do tempo das cavernas publicada nas tiras dos jornais estadunidenses. Ter um desses no dedo proporcionava o status de ser tão bruto quanto o personagem, além de pressupor a rebeldia e coragem imputada àquele que usava um objetivo roubado.
Com a moda, o brucutu quase desapareceu, tornando-se artigo de colecionador.

CUNHA - A cidade do Fusca

(Mapa de acesso a Cunha)
Em Cunha, quase todo mundo tem Fusca. Quem não tem quer ter. Quem não tem e não quer ter precisa pagar para alguém que tenha. O carro, extinto pela Volkswagen, ainda é a única salvação para ir e vir pelas vertiginosas ladeiras de terra e de paralelepípedo da cidade. Zé Cuta tem 79 anos, 1,88 metro de altura e calça 47. Uma vez por semana, ele enche de queijo o banco traseiro de seu Fusca 1300, ano 79, dobra-se para caber no carro e dispara para vender o produto de seu rebanho. Nos últimos dias de maio, o mineiro não escondia certa tristeza enquanto jogava conversa fora no banco da praça da Matriz. Os negócios vão bem, mas ele esforçava-se para resistir ao pedido dos 14 filhos, 51 netos e 13 bisnetos. A prole aventava mudar o endereço da festa do aniversário de 70 anos da esposa. "Eles moram fora, trocaram os Fuscas e não conseguem mais chegar aqui em casa."


(Fusca na zona rural)
(Ladeira com 6 fuscas)
(Paisagem comum em Cunha)


















  




Na cidade ,encravada entre as serras da Bocaina e do Mar, no interior de São Paulo, só o Fusca salva. Quem mora lá sempre sobe ou desce. Difícil encontrar uma rua plana. O preço baixo, a manutenção simples e, principalmente, a tração traseira - mão na roda para superar as rampas do dia-a-dia - são os trunfos que garantem a preferência. A esse lado racional soma-se o orgulho de ser o feliz dono do mais famoso VW de todos os tempos. Não há estatística oficial, mas calcula-se que 2000 deles circulem pelo município de 26000 habitantes. É um para cada 13 cunhenses. Noves fora, é como se mais de 1 milhão deles ainda rodassem pela cidade de São Paulo.
Para chegar à roça onde cultiva milho e feijão, Morésio de Oliveira França, 54 anos, também acelera um Fusca - motor 1500, ano 72. São 12 quilômetros do centro até a região do Macuco, famosa pelas incríveis inclinações de suas estradas. "O Fusca é o meu cavalo", compara o roceiro, que ao chegar ao milharal resolveu mudar de lugar um dos quatro bezerros do pasto. Para isso, bastou laçar o animal, amarrá-lo, tirar o banco do passageiro e acomodar ali o filhote. A bordo do New Beetle - 
o "novo Fusca" -, sigo Morésio. Em vão, tento manter a mesma tocada. Baixo e sem a idolatrada tração traseira, o carro sofre com as pedras e as rodas dianteiras giram em falso nas subidas. Paciente, Morésio espera e ri ao confirmar o que já havia sugerido: "Tem certeza que quer ir ao Macuco? Esse carrão é chique, mas não dá conta, não".
Amauri Osório, 53 anos, dono de um modelo 71, sabe que não compensa usar seu Escort na roça. "O Fusca sobe fácil, poupa os pneus e gasta menos combustível." Segundo ele, o preço do carro em Cunha é até 30% mais alto. Por isso, apesar de a cidade ser fonte para interessados no carrinho, é preciso estar disposto a pagar mais. 
"O negócio é comprar fora e tentar vender aqui", diz Alcindo Mestre, 42 anos, corretor de Fusca. Ao lado de João dos Passos e Rubinho, Alcindo faz ponto na esquina da praça da Matriz de olho nas oportunidades de negócios com o carro. Nas transações, entram Fuscas, lotes de terra, televisões e até bezerros. Mestre havia negociado naquela semana um modelo em troca de 1000 quilos de bezerro - o equivalente a dez animais. "Deu 2500 reais."
Para os donos das oficinas de Cunha, não falta serviço. Se por um lado o mito do carro inquebrável se confirma, por outro a enorme frota e os 2000 quilômetros de estradas de terra garantem casa cheia para Darcy Castilho, de 42 anos. O funileiro cansa de trocar os pára-lamas traseiros do Fusca. "É muita pedra. E tem o problema da urina das vacas, que apodrece a lataria", conta Darcy, dono de um Fusca 79 branco, tinindo de novo. De cada 15 carros que batem à porta de sua funilaria por mês, 14 são Fuscas. "Aqui nós conhecemos bem o produto."
O carro também domina a clientela da oficina mecânica de Mamed Alves da Silva. Aos 85 anos, uma dor nas costas o tirou do batente e o proibiu de dirigir seu Fusca 66 totalmente original. "A única mudança foi o motor. Trocamos o 1200 pelo 1600 por causa das ladeiras", diz Francisco de Assis, filho de Mamed. "A maioria dos serviços é simples, como a troca da lona do freio e a limpeza do carburador." O herdeiro Yan Francisco, de 13 anos, neto de Mamed, trabalha como mecânico de confiança na oficina. "Ele já sabe trocar e até regular o carburador", orgulha-se o pai.
A fama do Fusca em Cunha é garantida historicamente por homens como Roque Benedito de Oliveira, de 61 anos. Desde que começou a dirigir, Roquinho soma dez Fuscas na carreira. Hoje tem dois. O vermelho, ano 68, não anda bem das pernas. "Por 2000 reais, eu vendo." O verde, ano 69, inteiramente original e "com cheiro de novo", é relíquia inegociável. Outro "fuscólogo" é Jairo de Carvalho Osório, o Lau. Aos 60 anos, traz 30 Fuscas no currículo. O atual é um dos poucos táxis da cidade. "Quem não tem Fusca e trabalha na roça precisa dos meus serviços", diz Lau, que cobra 15 reais a cada 10 quilômetros rodados em seu Fusca.
Menos fanático pelo carro é o jornalista e escritor Moacir Japiassu, paraibano com passagens nos principais veículos da imprensa brasileira, autor de oito livros e que há cinco anos deixou São Paulo para morar em um delicioso sítio nos arredores de Cunha. O Fusca ano 71 foi comprado pelo pai do jornalista em 1976 para que ele pudesse se deslocar da cidade ao sítio e acompanhar as obras. Hoje, o carro é dirigido pelo caseiro Severino Cardial da Silva, o Bininho, 65 anos. Japiassu, nas raras vezes que se aventura fora do sítio, prefere um Toyota Hilux, ano 94. "O Fusca é muito duro para mim."
Cunha não é lugar nem de carros caindo aos pedaços nem de exemplares de colecionador. Os Fuscas que tomam conta da cidade são os carros do dia-a-dia, batidos, arranhados, sujos, mas com um grau aceitável de cuidado. Há, no entanto, um ou outro que salta aos olhos: desde os modelos anos 60 até uma única unidade remanescente da Série Ouro, a última leva, produzida pela Volkswagen em 1996. A dona, Leonídia Mariano Ferraz da Silva, 38 anos, leciona na zona rural, mas pre-fere ir de ônibus a maltratar o carro que marcava apenas 62345 quilômetros rodados quando a visitamos. Ela comprou o Fusca por 9500 reais há dois anos e já recusou proposta de 16000 reais feita pelo ex-proprietário.
O carro da auto-escola de Cunha é um Fusca, claro. Mas a delegacia da cidade conta com um Land Rover 110 e um Santana para atender às poucas ocorrências - a maioria delas é de furtos e o último homicídio foi há 17 meses. Para entregar intimações em certos endereços, a delegada Silvia Souza precisa contar com a ajuda dos donos de Fusca. "Em algumas estradas de terra, o Land Rover não consegue fazer a curva", diz o investigador Everaldo de Pinho. "Um Fusca cairia bem", afirma. 
A cidade dos Fuscas não tem semáforo. Não há guarda de trânsito e ninguém é multado. Acidentes são raros. Essa "moleza" para o motorista causa um leve e desnecessário trânsito. "As pessoas param em fila dupla para bater papo em frente à padaria", diz Gilberto Jardineiro, paulistano e principal responsável pelo nascimento do pólo ceramista de Cunha. Visitar o ateliê do artista para assistir à abertura do forno noborigama, que atinge 1400 graus de temperatura, é programa imperdí-vel - a próxima abertura acontece no dia 7 de julho.
Depois da visita, acelere 30 quilômetros pela sinuosa e bonita SP-171 e caminhe por meia hora até os 1850 metros de altitude da Pedra da Macela. Lá de cima, a vista da serra do Mar e das baías de Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande é inesquecível e merece horas de contemplação. Para garantir o visual, escolha um dia de céu azul, sem nuvens. Mesmo porque, se estiver chovendo e seu carro não for um Fusca...
Reportagem retirada da Revista 4 Rodas.